José Tadeu Alves
Arte é movimento, sua alma está em chama, então você cria...
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Ó, Barbacena

Ó, tão querida cena,
Barbacena!
Quanta saudade de outrora!
Quando eras tão bela e arborizada...
primorosamente vestida e ornada,
pelas mais belas casas do tempo do Império.

Eras calçada de paralelepípedos,
e das Minas eras mais um dos mistérios.
Lembro, ainda, de toda essa riqueza,
despida pela pobreza dos ávidos,
pelo lucro imediato!

De tantos, dos Campos, eras a Princesa...
De muitos sonhos desfeitos...
Por seu mérito direito e de todos nós,
de ter sido contemplada!
A cidade histórica mais conhecida,
pelo seu ilibado trajeto de vida,
deverias ter sido respeitada!
Desde as margens reconhecida,
da Estrada Real...

Suas Irmãs mais antigas,
até hoje clamam por seu abrupto...
silêncio na história!
Arrancaram-lhe tuas nobres vestes,
tuas mais nobres cenas...
Para lhe usar como “cabide”...
E hoje ainda, como de sussurro,
se reverbera em sua aura noturna,
as antigas imagens do passado...

Quando observamos a neblina
em repouso por sobre nossas casas e colinas...
podemos até sentir o que sentes...
de um passado, que poderia ter
sido quase eternizado...

Pela lei do tombamento...
Que infelizmente a ti foi tormento,
confundida por pessoas insensíveis...
Vejo hoje, com saudade,
a maldade que lhe fizeram...
Ceifando-lhe o direito de ser eterna...
na história...

Poderias ser um ponto
turístico; restando-lhe o legado...
de ser mera passagem.
Resta-nos, apenas, um longo suspiro-lamento,
lembrar do quão bela tu eras.

Ó cena!!!
Saudades infinitas da antiga e rica,
Barbacena.
José Tadeu Alves
Enviado por José Tadeu Alves em 19/04/2016
Alterado em 20/04/2016


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